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Cirurgias

As informações contidas nestas páginas não substituem a consulta médica. O conteúdo destas páginas constitui-se de informações gerais, e não deve ser considerado como um conselho para nenhuma criança especificamente. Cada paciente é um caso diferente e específico e requer um cuidado médico individualizado.

Espera-se que as informações contidas neste Website sejam úteis aos pais e familiares para o entendimento dos problemas de saúde de suas crianças, mas não é um substituto para consultas médicas feitas pessoalmente.

Deve-se, ainda, entender que muitos tópicos na Medicina são controversos, podendo haver várias abordagens possíveis para um dado problema.

Os usuários deste Website assumem plena responsabilidade pelo uso das informações nele contidas, bem como de qualquer outro Website a este ligado ou relacionado. A menção de um produto específico ou serviço não representa uma recomendação, salvo esteja claramente especificado como tal.

Nenhuma alteração deve ser feita em tratamento previamente prescrito ou em qualquer procedimento médico baseando-se apenas em informações obtidas via Internet. Somente o médico que tenha tido a oportunidade de avaliar o paciente pessoalmente poderá intervir nas condutas.

Preparando a criança e a família para a cirurgia

É muito importante conversar com a criança a respeito da cirurgia, de forma carinhosa e de acordo com o entendimento de seu filho.

As crianças precisam saber que irão para o hospital para resolver o problema que está causando prejuízos à sua saúde e ao seu bem-estar, assim como o de sua família. Os ganhos que virão após a cirurgia devem ser mencionados.

Pode-se falar, de acordo com a situação, que a criança vai respirar melhor, não terá mais infecções, escutará melhor e até mesmo poderá jogar bola sem se cansar, tomar sorvete etc.

Mesmo que os pais estejam estressados ou angustiados, é importante que transmitam ao filho segurança e tranquilidade.

Sentir medo da cirurgia pode ser normal, mas se os pais perceberem que o medo incomoda muito a criança – prejudica o sono, causa sonhos, altera o comportamento e o apetite, gera questionamentos preocupantes –, pode ser necessária a intervenção do psicólogo.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

A anestesia

Seu filho vai ser operado? Consulte o especialista.

Anestesia é o estado de total ausência de dor e outras sensações durante uma operação ou exame diagnóstico.

O tipo de anestesia e os medicamentos a serem usados dependem do tipo da operação e das condições físicas e emocionais da criança.

Depois de conhecer a criança e avaliar seus exames, além de saber sobre a cirurgia proposta, o anestesiologista indicará a melhor opção de anestesia.

O tipo de anestesia também se baseia na idade e na compreensão da criança. Na consulta com o médico anestesiologista, os pais receberão inúmeros esclarecimentos e orientações. Nessa oportunidade, serão informados a respeito da anestesia, de seus benefícios, riscos e o que acontecerá antes, durante e depois da cirurgia. Os pais terão oportunidade de perguntar, por exemplo, sobre alergia à anestesia, transfusão de sangue, expressar seus receios, compartilhar o medo etc. Lembre-se: perguntar sobre anestesia não dói.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Internação no hospital

Em geral, as crianças são operadas pela manhã e devem estar em jejum absoluto. A orientação do horário de jejum será prescrita pelo anestesista.

A criança operada permanecerá no hospital por cerca de 12 a 24 horas. Na maioria das vezes, a criança passa a noite da cirurgia em sua própria casa, desde que esteja na mesma cidade onde será realizada a cirurgia.

A mãe pode levar dois jogos de pijaminhas e um chinelo para a criança.

Em alguns hospitais, pode-se levar o suco preferido da criança e até mesmo, em situações especiais, o sorvete que ela mais gosta.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia das adenoides

INDICAÇÕES

A cirurgia das adenoides, também chamada de adenoidectomia, geralmente é indicada para crianças com problemas respiratórios graves ou com apneia do sono. A apneia é uma pausa da respiração durante o sono, com consequente diminuição da oxigenação do sangue.

A cirurgia também é indicada para crianças com infecções sérias e recorrentes dos ouvidos (otites), ou dos seios da face (sinusites).

Em casos específicos, crianças com problemas graves do ouvido podem se beneficiar dessa cirurgia.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

O sangramento que pode ocorrer no momento da cirurgia ou no pós-operatório é uma preocupação importante e sempre deve ser discutido com o otorrinolaringologista.

Nas semanas que precedem a cirurgia, deve-se discutir com o anestesiologista e com o otorrinolaringologista as possíveis complicações relacionadas à anestesia.

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A recuperação da criança é bastante rápida. Na semana após a cirurgia deve-se evitar exercícios físicos, natação ou brincadeiras, como pique, corridas, pegador ou pega-pega.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia das amígdalas

INDICAÇÕES

A cirurgia das amígdalas, a amigdalectomia, tem duas indicações importantes: os problemas respiratórios e os problemas infecciosos.

As crianças com amígdalas grandes, que causam grande dificuldade para respirar, que roncam ao dormir ou apresentam apneia do sono, se beneficiam dessa cirurgia. O mesmo acontece com crianças que ficam sempre com os lábios entreabertos e têm alterações na postura da língua e no posicionamento dos dentes, além de alterações na postura corporal.

As infecções recorrentes das amígdalas ou amigdalites são indicação para cirurgia.

É importante salientar que essa cirurgia não melhora a situação das crianças que apresentam amigdalites causadas por vírus.

Algumas doenças raras, como nefropatia por IgA, pustulose palmo-plantar e psoríase, também podem se beneficiar da amigdalectomia.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

São semelhantes às da cirurgia das adenoides.

As crianças que operam as amígdalas têm algumas dificuldades de se alimentar nos primeiros dias, devido à dor.

O uso adequado de analgésicos e a alimentação líquida ou pastosa contribuem para melhorar a situação. Sucos, chás e sorvetes costumam ser bem-aceitos.

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A recuperação da criança é bastante rápida, embora apresente variações individuais. Costuma ser um pouco mais dolorosa quando comparada com a cirurgia da adenoide.

São importantes as orientações dadas sobre um eventual, porém raro, sangramento no pós-operatório, quando então a família/paciente deverá entrar em contato com o médico/hospital.

Na semana após a cirurgia, devem-se evitar exercícios físicos ou brincadeiras, como pique, corridas, pegador, pega-pega ou imersão em piscina.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia no nariz

INDICAÇÕES

As duas cirurgias do nariz mais realizadas nas crianças são a do septo nasal ou septoplastia, e a cirurgia das conchas nasais, denominada turbinectomia. Facilitam a respiração nasal em crianças que apresentam dificuldades respiratórias importantes consequentes do nariz entupido.

Muitas vezes, quando são realizadas em crianças com alergia, melhoram de maneira significativa sua qualidade de vida. O tratamento da alergia, entretanto, deverá ser continuado após a cirurgia.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

O sangramento que pode ocorrer no momento da cirurgia ou no pós-operatório é uma preocupação e sempre deve ser discutido com o otorrinolaringologista.

Nas semanas que precedem a cirurgia, as complicações relacionadas à anestesia precisam ser discutidas, com calma, com o anestesiologista e o otorrinolaringologista.

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A retirada de tampões nasais ou “splints”, quando necessários, deve ser agendada de acordo com a orientação médica.

Após a cirurgia, é fundamental a adequada limpeza do nariz conforme orientação dada pelo cirurgião.

O acompanhamento do pós-operatório deve ser frequente e agendado de acordo com as necessidades do paciente e do otorrinolaringologista.

Na semana após a cirurgia, a criança operada deve evitar exercícios físicos ou brincadeiras, como pique, corridas, pegador ou pega-pega, bem como natação e viagem aérea, até a liberação pelo cirurgião. Os esportes de contato devem ser evitados até a cicatrização completa do nariz.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia da sinusite

INDICAÇÕES

É indicada para as sinusites de difícil tratamento, em crianças que já foram submetidas à cirurgia das adenoides. Usam-se endoscópios especiais para se obter resultados mais adequados.

Geralmente as crianças não necessitam de tampões no nariz e podem sair do hospital no mesmo dia, à noite, ou na manhã seguinte. Mas, em alguns casos, é necessário o uso dos tampões.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

O sangramento que pode ocorrer no momento da cirurgia ou no pós-operatório é sempre uma preocupação e deve ser discutido com o otorrinolaringologista.

Algumas doenças que causam sinusites recorrentes ou crônicas continuam a existir mesmo após a cirurgia, e poderão gerar a necessidade de nova operação no futuro.

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

Após a cirurgia, é de fundamental importância a limpeza adequada do nariz, de acordo com as orientações do cirurgião. O acompanhamento do pós-operatório deve ser frequente e agendado segundo as necessidades do paciente e do otorrinolaringologista.

Na semana após a cirurgia, a criança operada deve evitar exercícios físicos ou brincadeiras, como pique, corridas, pegador ou pega-pega, bem como natação e viagem aérea até a liberação pelo cirurgião. Os esportes de contato devem ser evitados até a cicatrização completa do nariz.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia dos ouvidos

INDICAÇÕES

As crianças com os tímpanos perfurados devem ser submetidas à timpanoplastia. Essa cirurgia protegerá o ouvido contra infecções e contra problemas de audição.

As crianças com perfuração do tímpano, purgação de ouvido frequente ou portadoras de colesteatoma (tumor formado por epitélio) podem ser submetidas à timpanomastoidectomia (cirurgia do ouvido e da mastoide, a base do osso temporal situada atrás da orelha).

Em alguns casos, é preciso reconstruir os pequenos ossinhos que transmitem os sons para a cóclea, com o objetivo de restaurar a audição. Essa cirurgia é chamada de ossiculoplastia.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

Poderão ocorrer tonturas ou alterações do equilíbrio.

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A retirada dos pontos deve ser agendada de acordo com a orientação médica.

Na semana após a cirurgia, a criança operada deve evitar exercícios físicos ou brincadeiras, como pique, corridas, pegador ou pega-pega, natação e viagem aérea, até a liberação pelo cirurgião.

 

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).

Cirurgia das orelhas de abano ou da orelha malformada

INDICAÇÕES

A cirurgia plástica da orelha traz um benefício incalculável para a autoestima da criança. O ideal é que ela seja realizada aos seis ou sete anos de idade, antes de a criança iniciar o ensino fundamental. Em casos de malformação grave da orelha (micro tia), geralmente são necessárias várias cirurgias para a reconstrução adequada. Adolescentes podem se submeter a esta cirurgia sob sedação e anestesia local, sem necessidade de anestesia geral.

 

PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES

A maior preocupação se relaciona à infecção da cartilagem da orelha. Portanto, devem ser observados todos os cuidados com a esterilização e o uso adequado de antibióticos.

 

CUIDADOS ESPECÍFICOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A retirada dos pontos e os retornos para avaliação do pós-operatório devem ser agendados de acordo com a orientação médica. Durante o sono, e por algumas semanas, será necessário o uso de uma faixa, como aquelas usadas por tenistas ou bailarinas, para proteger as orelhas. Devem-se evitar esportes de contato por determinado período.

Texto extraído do livro Cuidando dos Ouvidos, Nariz e Garganta das Crianças – Guia de Orientação. Escrito pela Dra. Tania Sih e Dr. Ricardo Godinho – São Paulo 2018 (Primeira Edição em 2005).